Elizio Santos

Devarim, devarim...

Textos

POEMA SEM TÍTULO
As vezes eu sou calmaria
assim, tipo maria mesmo,
não Maria; só... maria.
Eu não sei por que eu sou assim...
Mas eu sou!
Dentro de mim existe uma inquietação incomum...
O que não chega a me incomodar,
sou resignado com meus conflitos de ser ou ser,
de não poder ser como eu queria, condenado a ser eternamente, meio.
Ah se eu fosse meio... Certamente seria o fim!
Mas como eu sou extremos...
Minha linha de chegada é o meio do caminho, até agora.
As vezes eu sou tempestade, chuvas... raios... trovões...
mas tudo não passa de falácia de um coração triste,
louco para corrigir os meus e os seus erros,
mas incapaz das maldades que as revoluções exigem!
Não há nada mais em fúria do que eu.
Eu que devo ser invisível, resolvo logo ser fúria!
Gustavo Miranda
Enviado por Gustavo Miranda em 05/01/2018
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