Gustavo Miranda
Poesias em prosa.
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Textos
A COLHEITA
Senhor, ceifa a minha vida,
Recolha a minha alma suja,
Leva-me para onde desejares,
O vale dos adúlteros talvez...

Senhor, terá sido o amor meu pecado?
É a danação eterna, minha paga?
Então Deus das injustas virtudes dos homens...
Atira-me a cela em chamas pois confesso: Amo-a! Amo-a!!

Eu não escolhi amá-la Senhor!
Mas eu escolhi amá-la sendo de outro.
Senhor, "senhor"... tu em momento algum amou a Madalena?!
Será que castigas homens como eu por que te roubaram teu amor?

Então pelo que esperas meu Deus!
Pelo que tu esperas para castigar-me?
Nada mais há na vida para mim...
A não ser danação por amá-la assim.
Gustavo Miranda
Enviado por Gustavo Miranda em 21/02/2018
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