Gustavo Miranda
Poesias em prosa.
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Textos
Meia-Noite
Meia-noite era realmente uma figura rara, como se diz por aí...
1.80 de altura, cor de cigano, cabelos de cigano, cara de cigano, sem ser de fato... cigano.
"Maître", juremeiro, olha enigmático; de cigano.
Certa noite, depois de seu expediente no restaurante onde trabalhava, resolveu tomar umas e outras no cabaré onde possuía um caso com uma puta que, segundo ele, lhe dava muito trabalho e lhe fazia muita raiva, mas que ele amava.
Apesar da dita puta lhe ser trabalhosa, ele sempre puxava a foto dele a dizia: _ Olha só que coisa mimosa! o que impedia qualquer opinião que contrariasse este seu amor cigana.
Já no antigo puteiro, depois de se acomodar em umas das cadeiras de metal das antigas, Meia-Noite, já sócio moral do estabelecimento, solicitou com o dedo indicador da mão esquerda uma gelada e viu quando a cafetina mor Bertinha lhe fez sinal de que ele estava devendo alguma coisa ali.
Foi aí que surge no meio do corredor iluminado somente com uma míni lâmpada lilás a sua grande amiga, a Pirata. _ Pirata minha amiga, senta aqui com seu macho, gritou ele...
_Senta aqui o caralho filho da puta! Gritou a velha prostituta amputada, se escorando nas paredes para não cair...
Foi aí que Meia-Noite lembrou-se se sua última presepada... Tinha comido a véia e por brincadeira e escondido a perna  da infiteti.
Gustavo Miranda
Enviado por Gustavo Miranda em 15/07/2020
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